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Colangiopancreatografia endoscópica

O que é Colangiopancreatografia endoscópica retrôgrada


É uma técnica especializada usada para estudar os ductos (vias de drenagem) da vesícula, pâncreas e fígado (os canais de drenagem do fígado e vesícula são chamados ductos biliares). Um endoscópio (tubo fino e flexível que permite ao médico ver dentro do intestino) é passado através da boca, esôfago e duodeno (que é a primeira porção do intestino delgado). Uma vez o aparelho posicionado em frente à abertura comum, também conhecida por papila duodenal (local da desembocadura comum dos ductos do fígado e pâncreas), que é identificado visualmente, um catéter (estreito tubo plástico) é passado através do endoscópio para dentro dos ductos. A injeção de pequena quantidade de contraste iodado ou não ("corante"), no interior dos ductos (pancreático ou biliar) permite a obtenção do mapeamento desses canais que são registrados sob a forma de radiografias.


PREPARO


Qual preparo é necessário?


É necessário jejum de pelo menos 12 horas antes do exame (ou preferencialmente a partir da noite anterior ao exame). Alergia ao iodo, ou ao contraste, não são contra-indicações para a realização deste tipo de exame, porém devem ser notificadas ao seu médico antes do procedimento. Ele também deve ser informado sobre medicações em uso, alergia a medicamentos, doenças cardíacas ou pulmonares (ou qualquer outra doença importante). Você deve ir ao exame acompanhado, devido à sedação usada durante ele. Mesmo que você se sinta bem acordado ao término do exame, seus reflexos estarão prejudicados devido à sedação pelo resto do dia, não sendo seguro dirigir ou operar máquinas. Se ocorrerem complicações pode ser necessária hospitalização até que elas sejam resolvidas.


O que pode ser esperado durante a CPRE?

Após o exame, o paciente permanece internado por 24 horas, a fim de surpreender precocemente complicações relacionadas ao procedimento. É comum após o procedimento, queixar-se de desconforto na garganta, distensão abdominal e diarreia pelo uso do contraste. A eliminação de sangue pelas fezes deve ser comunicada ao seu médico. O risco de ocorrer complicações é de 5%, entre as quais pancreatite, hemorragia ou perfuração. O reinício da alimentação por via oral segue a orientação médica e varia conforme cada caso.



O que pode ser esperado após a CPRE?



Se você vai realizar a CPRE como um paciente externo, você deverá permanecer em observação até que o efeito da medicação termine. Evidências de qualquer complicação do exame serão observadas e hospitalização pode ser aconselhada se for necessário período maior de observação. Você pode sentir-se com o abdome levemente distendido porque é introduzido ar durante o exame. Pode alimentar-se normalmente a menos que você tenha sido instruído ao contrário.



COMPLICAÇÕES


Quais as possíveis complicações da CPRE?

Geralmente o procedimento é bem tolerado, quando realizado por médicos que tenham tido treinamento especial e experiência com a técnica. Irritação localizada no vaso por onde foi administrada medicações raramente causam problemas, mas em alguns casos pode-se verificar leve inchaço, que pode durar semanas. A aplicação de bolsas ou toalhas úmidas aquecidas diminuem o desconforto, bem como o uso oral de medicações antiinflamatórias, que devem sempre ser orientadas por seu médico.
Complicações maiores que requerem hospitalização podem ocorrer, mas são raras na colangiopancreatografia retrógrada endoscópica diagnóstica, porém nos procedimentos terapêuticos algumas complicações como: pancreatite grave, infecção, perfuração intestinal e sangramento, podem ocorrer. Outro risco deste exame é reação ao sedativo usado. Os riscos para o procedimento variam de acordo com as indicações para o exame, o que é encontrado durante o exame, qual intervenção terapêutica se faz necessária e se o paciente tem outros problemas como doenças cardíacas ou pulmonares. Seu médico deve conversar com você, sobre qual é sua probabilidade em apresentar complicações antes de iniciar o exame.
Na CPRE terapêutica (cortando a abertura do ducto biliar, retirando pedras, dilatando se houver estenose, colocando próteses ou trocando-as) a possibilidade de complicações é maior que na CPRE diagnóstica, e as complicações incluem pancreatite, sangramento e perfuração. Estes riscos devem ser comparados com os benefícios do procedimento e com os riscos de um tratamento cirúrgico alternativo. Na maioria das vezes o seu problema pode ser resolvido pela CPRE, sem a necessidade de uma cirurgia, mas ocasionalmente a correção cirúrgica deve ser realizada.

FONTE:SOBED - Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva